Dra. Bruna Barbosa explica: por que o financeiro é uma das áreas mais difíceis de transformar em PJ
Nem toda função deve ser analisada da mesma forma quando uma empresa decide contratar sem CLT.
E o financeiro merece atenção redobrada.
Isso acontece porque, normalmente, esse profissional está muito inserido na rotina da empresa: acompanha pagamentos, cobranças, contas bancárias, documentos, fluxo de caixa e outras informações sensíveis do negócio.
Além disso, é comum que a empresa queira esse profissional disponível diariamente, em horários determinados e respondendo diretamente às demandas internas.
E aqui está o ponto que eu sempre ensino no Método Contrate Direito: o problema não é simplesmente contratar como PJ. O risco está em transformar o PJ, na prática, em um empregado com outro nome.
Para uma contratação sem CLT ser segura, contrato e rotina precisam conversar entre si. A relação deve ser estruturada com autonomia, forma correta de comunicação, responsabilidades bem definidas e critérios claros de entrega e disponibilidade.
Por isso, antes de simplesmente retirar alguém do CLT e colocar no PJ, eu recomendo fazer algumas perguntas:
Esse profissional realmente terá autonomia?
Como serão feitas as cobranças?
Ele receberá ordens ou trabalhará com entregas e responsabilidades previamente pactuadas?
A presença diária é realmente indispensável?
Como serão tratados horários, ausências e acesso às informações estratégicas da empresa?
No financeiro, improvisar é especialmente perigoso.
A segurança não está apenas no CNPJ do contratado. Está na organização jurídica da relação, no comportamento da empresa e na coerência entre aquilo que foi contratado e aquilo que acontece todos os dias.
É exatamente por isso que eu digo: antes de trocar CLT por PJ, não troque apenas o contrato. Estruture a relação.
Autoria de Bruna Barbosa por WMB Marketing Digital
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